Hoje,
Macau
With Leaders Like Ahmadinejad and Bush, World Doesn't Need Enemies ...
By Carlos Morais Jose
Translated By Brandi Miller
May 19, 2006
Macau - Original Article (Portuguese)
Ahmadinejad and Bush:
Two Sides of the Same Coin?
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The president of Iran must be in love with George W.
Bush, evidenced by the ridiculous letter he wrote to him
. Amongst other
prophecies, Ahmadinejad wants to end liberal democracy and proposes a
government based on the "justice of the prophets" and the single
supreme god. He even proposes taking a stroll with Bush (I hope it's on Brokeback
Mountain) to discuss a world dominated by men drunk on the idea of god.
Hope they have a good time. As for me, I had hoped not to have to read this
type of dialogue in the 21st century. I had hoped that humanity had not
degenerated so much in so little time.
Tomás de Torquemada,
one of 'God's soldiers'
during Spanish Inquisition.
[
Tomás de Torquemada]
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After thinking a little on the subject, I came to
the conclusion that Bush and Ahmadinejad are not as far apart as it may seem.
Neither of them is trustworthy. And both share the same hatred of a series of
conquests that the West achieved during the 60s and 70s, namely, those related
to individual rights, which allow people to do as they wish with their lives.
Both are reactionaries like Torquemada.
[Editor's Note: Tomás de Torquemada was Spain's Grand Inquisitor during the 1500s
].
Any group that considers itself the religion upon
which existence depends would make one laugh, if they weren't seated atop a
pile of nuclear arms and stifling the freedom of the people. How many have
already died in the name of God? And has the world become better? Yes, thanks to those that fought in the name of liberty and dignity. But with leaders
like this, the world is really dangerous.
Speaking of religion, the Da Vinci Code premieres today. I didn't read the book and I won't see the film. I don't give out
donations in the street, and they [the book and film] don't make me laugh. This
is institutionalized fraud, mediocrity and lies. Two pieces of evidence: The
Da Vinci Code, and 1421, by Gavin Menzies, both have been worldwide
successes.
[Editor's Note: 1421 is a book about Chinese
Explorer Zheng He, who Menzies postulates, beat Vasco da Gama, Columbus,
Magellan to the proverbial punch.
]
It makes the study of history look ridiculous and
cultivates an almanac-culture, made up of curiosities that are generally false.
But none of this matters, because the books and tickets have already sold and
everyone has forgotten. Forgetfulness is very beautiful, becoming rich is what
is glorious, and the rest can go to …
Portuguese Version
Below
E mais
nada
Juristas
consultados pelo jornal Ou Mun garantem que, na sequência de acórdão do
Tribunal de Segunda Instância, 80% dos Regulamentos Administrativos estão
feridos de irregularidade. Não me parece que seja caso para levar as mãos à
cabeça. Nisto da interpretação das leis há sempre mais do que uma douta opinião
e certamente que será encontrada uma habilidosa solução. Não sei quem tem razão
mas como o direito se escreve, na maior parte dos casos, por linhas tortas, o
caso só me interessa de um ponto de vista desportivo: quem será o caçador, como
morrerá a presa, quem dividirá os despojos? E mais nada.
Acordei
verde. De inveja. Então a Tribuna de Macau vai passar a sair todos os santos
dias da semana... Sete dias, sete edições. Segundo o seu director, o nosso
colega José Rocha Dinis, um jornal diário só o é quando sai todos os dias. Ora
isto levanta, antes de mais, uma interrogação: que tipo de jornal tem sido a
Tribuna? Um hexa-semanário? Não é fácil responder, confesso. Mas, como se sabe,
Macau é uma terra de mistérios e coisas únicas, portanto não é de admirar que
por aqui se dêem estes fenómenos de fazer inveja ao Entroncamento. Quanto ao
Hoje Macau, é simples: a mão-de-obra que as nossas finanças nos permitem
contratar não chega para os fins de semana. Para já. E depois também quero
aparecer na televisão.
Por falar
na TDM é tempo de dar os parabéns ao canal da Xavier Pereira por, uma vez mais,
ter assegurado a transmissão em directo dos jogos do Mundial. É bom que a TV de
Macau seja o nosso canal e que assim sirva a população. E assim vamos ter a
oportunidade de assistir a todos os belos jogos, com as grandes vedetas e
comentários em português. Ups... Vamos lá ver se desta feita existe mais do que
um comentador ou convidado por jogo no estúdio. Convém, a ver se ninguém
adormece... E, já agora, no canal chinês, a ver se a TDM aproveita o certo pico
de audiências para se promover a si própria junto dos habituais espectadores da
TVB e da ATV. Algumas iniciativas relacionadas com o Mundial (concursos, etc.)
não devem ser más para fidelizar as pessoas.
O
presidente do Irão deve estar apaixonado por George W. Bush. Porque lhe
escreveu uma carta ridícula. Entre outras profecias, Ahmadinejad quer o fim da
democracia liberal e propõe um governo baseado na justiça do deus monoteísta e
nos profetas. Chega mesmo a propor a Bush um passeio (espero que seja a
Brokeback Mountain) para discutirem o mundo dominado pelos homens embriagados
de deus. Que lhes faça bom proveito. Quanto a mim, não esperava ainda ter de
ler este tipo de discurso no século XXI. Não esperava que a humanidade
regredisse tanto em tão pouco tempo.
Depois de
pensar um pouco no assunto, chego à conclusão que Bush e Ahmadinejad não estão
tão distantes como parece. Nenhum dos dois é de confiança. E ambos partilham o
mesmo ódio a uma série de conquistas que o Ocidente conseguiu durante os anos
60 e 70. Nomeadamente as que estão relacionadas com os direitos dos indivíduos
fazerem o que lhes apetece com as suas vidas. Ambos são reaccionários como
Torquemada. Malta que considera ser a religião o eixo vertical da existência
daria vontade de rir, se não estivessem sentados em cima de armas nucleares e
da liberdade do povo. Quantos já morreram em nome de Deus? E o mundo ficou
melhor? Sim, graças aos que os combateram, em nome da liberdade e da dignidade.
Com líderes destes, o mundo está mesmo perigoso.
Por falar
em religião, estreia hoje o Código Da Vinci. Não li o livro, não vou ver o
filme. Não dou esmolas na rua. Não me dêem vontade de rir. Está
institucionalizada a fraude, a mediocridade, a mentira. Duas provas: "O
Código Da Vinci", "1421", de Gavin Menzies, dois sucessos
mundiais. Ridiculariza-se a História, fomenta-se a cultura de almanaque, feita
de curiosidades, normalmente falsas. Não interessa, já vendeu, já todos
esquecemos, que o esquecimento é muito bonito. Enriquecer é que é glorioso, o
resto que se ...